segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Qual foi o ataque de baleia mais marcante da história?

História inspirou o clássico "Moby Dick"


baleia

Foi uma investida feita por um cachalote enfurecido, no início do século 19, contra um navio baleeiro no meio do Pacífico. O cetáceo, de 26 metros, trombou violentamente duas vezes com a embarcação, apenas 1 metro maior do que o animal, até afundá-la de vez. Os marinheiros conseguiram escapar ao ataque, mas, após meses à deriva no mar, poucos sobreviveram – e isso após fazerem coisas inimagináveis para não morrer. Essa história acabou inspirando o escritor americano Herman Melville (1819-1891) a escrever um dos clássicos da literatura, Moby Dick. Veja como foi essa eletrizante vingança da caça!
Cetáceo vingador
Animal não deixou barato e afundou baleeiro que queria fisgá-lo
1. O baleeiro Essex deixou o porto de Nantucket, na costa de Massachusetts (EUA), em 1819, para uma expedição de caça no Pacífico Sul. Com 27 metros de comprimento e 238 toneladas, era liderado pelo capitão George Pollard Jr., de 28 anos, e levava a bordo outros 20 marujos
2. Em novembro de 1820, um ano após a partida, os marinheiros avistaram um grupo de baleias e já foram lançando seus arpões. Entre elas, estava um enorme cachalote de, estima-se, 26 metros e 80 toneladas. Com a cabeça cheia de cicatrizes, ele parecia não temer os caçadores
3. E não temia mesmo. Subitamente, o cetáceo vingador, que estava a 100 metros, sacudiu a cauda e nadou na direção do Essex, atingindo-o brutalmente na lateral. O barco balançou como se tivesse batido numa rocha, derrubando todos no chão
4. Após o primeiro choque, o cachalote enfurecido se distanciou uns 600 metros e mirou a embarcação de novo, espancando a água com a cauda. O animal então partiu como um míssil na direção do barco e deu o baque fatal. O Essex rachou e começou a afundar. A baleia desvencilhou-se das tábuas estraçalhadas e nadou para longe, sem nunca mais ser vista
5. Apavorados, os 21 homens embarcaram em três botes levando 65 galões de água e 100 quilos de biscoitos. Um mês depois, chegaram a uma ilha deserta, mas, pensando que não durariam muito ali, partiram em dois botes para tentar chegar à América do Sul. Três homens decidiram ficar
6. Os botes logo se perderam um do outro. No barco do capitão Pollard, os homens já padeciam de diarreia, desmaios e feridas por causa da dieta ruim. Sem água, eles passaram a beber o próprio xixi. Então, os mais fracos começaram a morrer. Os primeiros corpos foram jogados no mar, conforme a tradição naval
7. Porém, quando o rango acabou de vez, os náufragos se desesperaram. Para não morrer de fome, decidiram praticar canibalismo, se alimentando dos próprios companheiros mortos. Primeiro, cortavam a cabeça e, em seguida, devoravam o coração e o fígado
8. Algumas semanas se passaram e, como não houve mais baixas, os desesperados resolveram tomar uma decisão ainda mais extrema: tirar na sorte quem seria sacrificado para alimentar o grupo. O carrasco executor também foi sorteado
9. Finalmente, 95 dias após o ataque do cachalote, o bote do capitão Pollard foi resgatado por um barco. A essa altura, de tão desorientados, ele e o outro sobrevivente nem notaram a aproximação da embarcação salvadora – estavam roendo os ossos de um colega morto
• Dos 21 marujos, só oito sobreviveram: dois do bote do capitão, três do outro bote e três salvos da ilha. Dos 13 mortos, sete foram devorados pelos companheiros
• A força do impacto da baleia foi tão grande que equivaleria ao baque de um carro de 1 tonelada a 100 km/h!
https://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/qual-foi-o-ataque-de-baleia-mais-marcante-da-historia/

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A MPB nos tempos da ditadura

Jair Rodrigues, Nara Leão e Chico Buarque no Festival de 1966. Foto:Folhapress
É comum confundir-se música popular brasileira com MPB. A primeira é muito mais ampla. Inclui tudo que é composto e cantado no País. Como sigla, trata-se de um movimento dentro da música popular brasileira. Dessa forma, nem toda música popular brasileira é MPB, mas o oposto é verdadeiro. Foi na década de 1960 que esta última surgiu. Do ponto de vista burguês, a década não começara bem, pois a Revolução Cubana abalara a hegemonia capitalista no continente, apontando alternativa à ordem burguesa e ao alinhamento mecânico com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, se em 1960 Brasília foi inaugurada, ainda que inacabada, no ano seguinte a crise provocada pela renúncia de Jânio Quadros e o impedimento da posse de João Goulart arrefeceram esse ânimo e fizeram lembrar a instabilidade política, característica de nossa democracia. Um golpe havia sido evitado em 1954, com o suicídio de Getúlio Vargas, mas a crise de 1961 fortaleceu essa ideia, acelerando a gestação da ruptura institucional de 1964. Foi nesse momento, no início dos anos que antecederam a ação golpista de militares e da burguesia brasileira, que começou também a se constituir outro movimento na música brasileira, caracterizado exatamente por essas marcas do início da década.
MPB, Bossa Nova e Jovem Guarda
A MPB, desde cedo, procurou acompanhar as mudanças pelas quais o Brasil passava e suas composições registravam o que outros ritmos não faziam. Para que esse tipo de música aparecesse, a televisão foi indispensável. A TV Excelsior iniciou a “era dos festivais”, em 1965, quando colocou no palco, pela primeira vez, jovens que estavam produzindo músicas destoantes dos outros dois movimentos que até então dominavam o meio musical– —brasileiro: a Bossa Nova e a Jovem Guarda. Enquanto a primeira trazia uma música quase falada, intimista, cujo cenário inspirador era a zona sul carioca, a segunda guardava características dos jovens em áreas urbanas, com temas como festas, namoros etc.


A MPB, nesse sentido, rompeu com esse ideário ao incorporar temas sociais, políticos e apontar a necessidade de outro mundo, a começar por outro Brasil. Enquanto a MPB preocupava-se em refletir sobre questões de ordem político-social, a Jovem Guarda, influenciada pelos The Beatles – daí outra denominação para esse movimento, o iê-iê-iê, em referência ao Yeah! Yeah! Yeah! do grupo inglês – guardava em suas letras referências do cotidiano de um jovem, vivendo no espaço urbano e alienado dos acontecimentos pelos quais passavam o país e o mundo. Daí a menção às festas, namoros, carros, pequenos dramas e picuinhas típicas de quem tinha num pequeno romance o maior problema a ser encarado em sua vida.
Em relação à Bossa Nova, a MPB avançou para temas em que as letras até então não tratavam. De 1964 a 1968, o meio musical foi vigiado, porém, pouco admoestado pela ditadura. Os olhares estavam voltados a políticos e órgãos de imprensa. A Bossa Nova, não obstante a qualidade de seus autores e composições, teve como “matéria-prima” a paisagem urbana e temas secundários em relação à efervescência política da época. Se ela “é sal, é sol, é sul”, o que apareceu em -suas letras foram: a praia, o mar, O Barquinho, a Garota de Ipanema e assim por diante.
Ditadura, música e resistência
Os festivais de música nos anos 1960 trouxeram essa característica: juntar jovens compositores e cantores que tinham na música uma tomada de posição política. Na plateia, outros jovens, universitários e de classe média se posicionavam criticamente diante do júri, que fazia a classificação dos finalistas. É nesse sentido que em 1967, por exemplo, Roberto Carlos participa do III Festival da Record e não canta música da Jovem Guarda, mas de MPB. A música Maria, Carnaval e Cinzas, de Luiz Carlos Paraná, fala da mortalidade infantil e a desigualdade social.


A TV Excelsior, por causa do posicionamento político de seu proprietário, foi perseguida, e começou a definhar a partir do golpe de 1964, sendo definitivamente cassada no governo Médici. Enquanto isso, assistiu a suas concorrentes, a Record e a Globo, açambarcarem tudo que tinha feito até então. É por conta dessa perseguição, inclusive, que nos referimos aos “festivais da Record”, esquecendo o pioneirismo do canal 9 de São Paulo. A Globo, que iniciou suas atividades em abril de 1965, foi ocupando o espaço antes da Excelsior, inclusive com a contratação de artistas oriundos da antecessora.
Em novembro de 1968, foi criado o Conselho Superior de Censura, e, logo depois, com o Ato Institucional nº 5 (AI 5) do presidente Costa e Silva, foi instituída a censura prévia à música. Digladiando com o aparato repressor, enquanto esse último insistia no esquecimento de temas perturbadores da ordem, a música tratava de lembrá-los.
O campo da memória foi palco de disputas, e os palcos onde os músicos se apresentavam constituíram-se em campos de luta.


Lembrando o verso de Taiguara na epígrafe, e fazendo uma apropriação, a MPB traz em seu corpo as marcas do seu tempo. Tempo esse que a influenciaria para além de versos rebeldes, pois a música, num período de exceção, pode tornar-se uma tomada de posição, daí a censura, e as prisões de cantores e compositores.
Assim como a história, a memória histórica é construída socialmente, e, naquele momento, tentava-se constituir uma memória segundo os interesses das frações de classe, senão de toda classe burguesa, representadas num Estado autoritário e repressor. Manipulada a memória, a dominação de classes ficaria facilitada.
O que sobrevive, em termos de vestígios históricos, ou fontes, não é absolutamente tudo aquilo que existiu ou foi produzido no passado, mas o resultado de escolhas operadas pelas forças em conflito. Ainda que os historiadores efetuem suas escolhas, é necessário que nesse campo dos registros, onde as lutas de classes também ocorrem, os oprimidos deixem suas marcas, daí a importância das músicas e de seus autores, que expuseram de que lado estavam nessa arena.
Ainda que pareça uma batalha perdida, a guerra continuava para além dos festivais. Consolidados na música popular brasileira com uma obra que refletia as marcas de sua época, os cantores/compositores ganharam vida própria, aproveitaram a “estadia” no exterior para lançar internacionalmente suas músicas e carreiras, e, quando voltaram, continuaram a difícil tarefa de gravar suas impressões acerca daquele mundo e dos seus valores.
Talvez toda música devesse embutir essa missão, mas o fato é que, naqueles anos, no Brasil, a MPB se encarregou disso, e, após o golpe militar, as referências à ditadura, à desigualdade social e a temas de apelo popular, como reforma agrária, mortalidade infantil entre outros, apareceram em suas- letras e mesmo nos seus arranjos, ora de forma explícita, ora de maneira velada, por meio de metáforas que foram tão bem trabalhadas pelos compositores.
Com o AI 5, no entanto, os festivais de música definharam. Após a sexta-feira 13 de dezembro de 1968, censura, proibições e exílio tiraram desses palcos todos os que faziam da música um ato político, uma tomada de partido, restando aqueles que, se não defendiam explicitamente o regime, pelo menos não se comprometiam com uma mudança por meio de sua arte.
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-mpb-nos-tempos-da-ditadura
https://www.cartacapital.com.br/educacao/carta-fundamental-arquivo/marcas-de-um-tempo

Quais países estudam a história do Brasil?

Europeus, africanos e asiáticos se dedicam ao tema, mas pouco. O assunto geralmente é ensinado dentro da história da América Latina

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Zé Carioca ainda é um porta-voz do Brasil. A animação da Disney Você Já Foi à Bahia? (1944), estrelada pelo papagaio, é muito usada na hora de introduzir o Brasil em salas de aula no exterior. “O desenho foi criado como parte da política de boa vizinhança”, diz Lise Sedrez, professora da UFRJ, que lecionou nos Estados Unidos. O destaque dado em classe depende das relações – históricas, culturais, comerciais etc. – entre os países. “Nos EUA, as escolas de ensino médio que ensinam português também tratam da história brasileira”, diz Lise. Lá, é comum escolas próximas a comunidades de brasileiros ensinarem essas disciplinas. Já o país historicamente mais ligado a nós, Portugal, não dá tanta importância ao tema (veja abaixo). Outros europeus, como Espanha, França e Reino Unido, encaixam o assunto na grade de história da América Latina. Historicamente, o Brasil ainda é periferia.
O passado brasileiro no mundo
Temas e personagens nacionais estudados além das fronteiras
América
Nos países latinos, o tema mais recorrente é Getúlio Vargas, que é discutido junto a seus pares populistas, como Juan Domingo Perón, na Argentina. Nos EUA, os assuntos mais comuns são colonização e escravidão.
Europa
O tema é pouco discutido e aparece em subdivisões da disciplina que podem soar estranhas para nós, como história atlântica. Nem Portugal dá destaque. Lá, o Brasil é estudado junto com o finado império português.
África
Embora alguns países africanos compartilhem conosco o colonizador e, consequentemente, a língua, eles não se aprofundam em nossa história. Angola e Moçambique, por exemplo, enfocam só a escravidão.
Ásia
Há institutos específicos no Japão. Mas no Timor-Leste, ex-colônia de Portugal, é pior. Verônica Lima, da Universidade Nacional do país, diz que o maior contato com nossa cultura vem da música sertaneja. Ai, Se Eu te Pego é o novo Zé Carioca.
Fontes Demian de Melo e Lise Sedrez, professores de história da UFRJ; Koji Sasaki, professor da Universidade de Tóquio, Japão; Maicon Carrijo, pesquisador de história na USP; Verônica Lima, professora da Universidade Nacional do Timor-Leste.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Morre o homem que impediu que um erro técnico destruísse a Terra

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O mundo perdeu nesta segunda-feira, 18, um de seus maiores e mais desconhecidos heróis. Stanislav Petrov, morto aos 77 anos, conseguiu reconhecer um erro técnico gravíssimo nos sistemas de monitoramento antiaéreo soviéticos, o que impediu que um alarme falso se transformasse em uma guerra nuclear total na década de 1980.
Petrov era coronel das forças de defesa aérea soviéticas no ano de 1983. No dia 23 de setembro, ele era o oficial responsável pelo Oko (palavra russa que significa “olho”), que era uma recém-instalada rede de satélites para alertar sobre lançamentos de mísseis nucleares. A ideia era simples: alertar os militares soviéticos sobre ataques nucleares americanos assim que as armas fossem lançadas, proporcionando tempo suficiente para reagir.
Naquela data, pouco depois da meia-noite, o Oko apontou que um único míssil havia sido disparado pelos Estados Unidos, o que por si só já gerou pânico. Petrov conta que, neste momento, ele levantou de sua cadeira e começou a dar ordens aos subordinados para que se acalmassem.
(Foto: Scott Peterson/Getty Images)
As coisas ficaram realmente sérias quando soou um segundo alarme apontando mais quatro disparos, enquanto a tela de Petrov ficava vermelha, mostrando apenas um botão para iniciar a reação.
Caso o sistema estivesse correto, as bombas atingiriam o território soviético em 30 minutos, de forma que, segundo o protocolo, ele só tinha 15 minutos para alertar o líder soviético Yuri Andropov, que estava doente, que decidiria sobre lançar outros mísseis balísticos intercontinentais como retribuição. Caso isso acontecesse, a Terceira Guerra Mundial começaria e a Terra provavelmente estaria condenada à destruição.
No entanto, suspeitando do baixo números de mísseis detectados pelo sistema soviético, Petrov se segurou na poltrona e não alertou Andropov. Desta forma, não houve retribuição ao ataque fictício, e a Terceira Guerra Mundial não aconteceu. Posteriormente, foi determinado que o alarme falso foi causado por reflexos solares em nuvens que sobrevoavam os Estados Unidos.

sábado, 16 de setembro de 2017

Espada viking de 1.100 anos é encontrada na Noruega

Uma arma viking de estimados 1.100 anos foi encontrada por  um caçador de renas em uma montanha na Noruega. Apesar do tempo, o objeto está em ótimo estado de conservação.
Integrantes do Programa de Arqueologia Glacial do condado de Oppland estiveram no local para tentar encontrar outros objetivos, mas aparentemente se trata de uma descoberta isolada – a equipe vasculhou a área em um perímetro de 20 metros.
O arqueólogo Lars Pilo comentou o achado em seu blog “Secrets of the Ice”. Ele acredita que a espada tenha sido forjada entre os anos 850 e 900 d.C.
“É provável que a espada tenha pertencido a um viking que morreu na montanha, talvez por exposição (ao frio). No entanto, se esse for mesmo o caso, será que ele estava viajando nas altas montanhas apenas com sua espada? Isso é um mistério”, escreveu.
Os arqueólogos de Oppland consultaram o Museu de História Cultural e autoridades do Parque Nacional antes de visitar a localidade onde o objeto foi encontrado. Com eles, foi também um especialista levando um detector de metais.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A sinistra história do Maníaco do Trianon, serial killer de SP

Conheça a trajetória do garoto de programa que atuava em um parque de São Paulo e amarrava e esfaqueava seus clientes


1) Fortunato Botton Neto (1967-1997) afirmava ter nascido na capital paulista e fugido de casa ainda criança. Viveu de esmolas na rua e alegou ter sido estuprado por um caminhoneiro quando tinha 8 anos. Foi daí que, segundo ele, teria surgido sua raiva incontrolável por pessoas fisicamente mais fortes.
2) No início dos anos 80, começou a atuar como garoto de programa nos arredores da av. Paulista. Um dos seus “pontos” era o parque Trianon. A aids estava no auge, havia muita homofobia e o envolvimento com drogas deixou Botton com problemas financeiros.
3) Em outubro de 1987, o corpo de um psiquiatra foi encontrado em seu apartamento pela empregada. Estava com pés e braços amarrados na cama, uma meia na boca, facadas no pescoço, tórax e abdômen e, segundo a autópsia, uma alta dose de álcool no sangue. Foi a primeira vítima de Botton, em busca de dinheiro.
4) Cinco assassinatos cometidos por ele foram investigados oficialmente entre 1987 e 1989. Os alvos eram clientes antigos e novos. Tinham entre 30 e 50 anos e, geralmente, moravam sozinhos. O maníaco agia sempre do mesmo modo: bebida para entorpecer, imobilização, estrangulamento e facadas.
5) O preconceito atrapalhou bastante as investigações. Como muitas das vítimas não eram assumidas, algumas famílias tentavam varrer o caso para debaixo do tapete. A própria polícia só foi se empenhar mesmo quando um investigador relacionou os diversos crimes, estabelecendo que se tratava de um serial killer.
6) Em busca de grana, o garoto de programa passou a chantagear um estudante, exigindo pagamentos periódicos para não revelar a sexualidade do rapaz. O jovem, porém, recorreu à polícia, que armou uma tocaia. Botton foi preso em flagrante, por extorsão, em junho de 1989.
7) A investigação já havia rendido à polícia o nome e a descrição do assassino. Além disso, ele deixara uma impressão digital no quarto da primeira vítima e usara o telefone dela para fazer uma ligação (posteriormente rastreada). Concluiu-se que Botton era o maníaco que buscavam.

QUE FIM LEVOU?
Botton confessou dez mortes, mas foi condenado a 8 anos de prisão só por cinco delas. Em 1997, ainda preso, morreu de broncopneumonia, decorrência da aids.

FONTES Sites VEJA e Serial Killer, livro Dias de Fúria, de Roldão Arruda, e documentário Instinto Assassinodo canal Discovery

Já havia impeachment na Idade Média – e os motivos eram os mesmos

Nobre, diplomata, militar, bem nascido. William Latimer era um sujeito da elite da Inglaterra medieval, desses que tiveram a sorte de chegar ao mundo filhos de barão. Mas não do tipo que esperava passivamente as benesses e pujanças que a vida lhe reservava.

Nascido em 1330 em Scampston, atualmente uma vila de 300 habitantes em North Yorkshire, Latimer foi para a França participar da Guerra dos Cem Anos, o grande conflito entre ingleses e franceses do qual brotaram Joana D’Arc e a centenária rixa entre os dois países. Aos 16, ele participou da Batalha de Crécy, uma das grandes vitórias inglesas no início da guerra. Depois, trabalhou em Calais, cidade portuária francesa atualmente mais lembrada pela “selva” de refugiados amontoados em acampamentos improvisados até 2016 do que pelo período em que foi dominada pelos monarcas ingleses — como consequência da batalha em que nosso amigo marcou presença.

Quem pode tem brasão. Mas quem disse que isso basta? (Reprodução/Reprodução)

Latimer virou cavaleiro, serviu na Gasconha, lutou na Batalha de Auray (1364) e voltou à Inglaterra para iniciar sua ascensão política. Agora quarto barão Latimer, ele teve altos cargos na Royal Household, organização de suporte à família real em atividades oficiais. De quebra, conseguiu levar o genro, John Neville, o terceiro barão Neville de Raby, na mesma bocada. Nepotismo nunca é demais, não é mesmo?
Ao longo da década de 1370, o barão era tido em alta conta na corte do rei, Eduardo III. A pretensão do monarca ao trono francês, além dos interesses comerciais na lã de Flandres (na atual Bélgica), território que na época pertencia aos franceses, foram o estopim da guerra, três décadas antes.
Latimer era querido, em particular, por outro duque, o de Lancaster, que tinha a providencial vantagem de ser filho de Eduardo III. Não o herdeiro do trono, mas o terceiro que chegou à idade adulta (ou seja, sem a pressão de se preparar para o trono, mas com todas as vantagens de ser, bem, filho do rei). João de Gante, como ficou conhecido depois de virar personagem da peça Ricardo II, de Shakespeare, foi um dos homens mais ricos de seu tempo. Nascido em Gent (ou Gante), em Flandres, João também era veterano da guerra — convenhamos, quando se vive na época de uma guerra de 116 anos, devia ser difícil alguém não ter alguma ligação com ela. Ele teve grande influência no reinado do pai e no do sobrinho, Ricardo II, que assumiu o trono aos 10 anos (e, justamente por isso, acabou inspirando Shakespeare).

João de Gante nunca foi rei, mas é ancestral de monarcas ingleses, espanhóis e portugueses (Domínio Público/Reprodução)
João pode nunca ter tido o poder, porém cercou-se dele por toda a vida. Casou-se com Constança de Castela, e usou isso para tentar tomar o trono ibérico. Fracassou, mas casou sua filha com o nobre que se tornaria rei de Castela e Leão. Também se meteu em rixas reais entre portugueses e espanhóis e, de volta à Inglaterra, acabou se tornando ancestral direto dos homens que reinaram o país entre 1399 e 1471, os Henriques IV, V e VI (e também de reis portugueses e espanhóis nas gerações vindouras).
Foi com esse poderoso fazedor de monarcas que o barão Latimer se meteu. Antes um servidor dedicado à coroa, o barão agora passava tempo demais com João e o resto da turma, numa mistura de Onze Homens e Um Segredo com Robin Hood, sem a parte honrada da história.
Além de seu estimado genro, o barão Neville de Raby, havia um comerciante chamado Richard Lyons, sujeito com uma influência, digamos, meio a par das leis, meio aeciana, nas ruas de Londres. Entre tantos toma-lá-dá-cá, “tem que manter isso aí” e “tamo juntos”, ele chegou a ser eleito xerife da capital. Por fim, temos a amante do rei, Alice Perrers, dona de dezenas de propriedades ao redor do país, uma negociante astuta que usou as mínimas funções sociais permitidas a mulheres da época (como ser amante) a seu favor: em vez de apenas usufruir os mimos e torrar a grana que ganhava, transformava isso em renda. E gostava de ouro. Reza a lenda que ela teria surrupiado o anel do monarca de sua mão morta antes mesmo de o cadáver esfriar.

Alice Perrers e Eduardo III, na versão de Ford Madox Brown (1821-93). (Domínio Público/Reprodução)

Resumo da ópera do malandro: o reinado de Eduardo III foi uma beleza no começo, com vitórias sobre os franceses, um vistoso desenvolvimento militar e político, com um Parlamento em evolução e instituições mais respeitadas. Mas, no fim de seus 50 anos de trono, a corte estava podre, naufragada em corrupção – boa parte dela praticada pela turma do barão .
Em 1376, o Parlamento precisou tomar uma iniciativa. Latimer, Neville, Lyons e Perrers foram julgados. Ela foi banida do reino e perdeu suas propriedades. Latimer e Lyons conseguiram o nada honrado feito de serem os primeiros homens a sofrerem impeachment na história do país. Lyons foi destituído dos cargos que ocupava na Casa da Moeda e no Conselho Real, e se mudou para a prisão da Torre de Londres.
A sensação de justiça foi tão plena que a câmara, naquele ano, ficou conhecida como o Bom Parlamento. Naquele mês de maio, a sociedade sorria, satisfeita, com o fim da corrupção.

Isso sim que é tríplex: o castelo que Latimer vendeu aos inimigos franceses (Divulgação/Divulgação)
Mas não durou muito. Seis meses depois, Latimer foi perdoado. No ano seguinte, o rei morreu e João de Gante usou sua influência. Conseguiu liberar Lyons, que já em 1380 foi eleito para o mesmo Parlamento que o condenara três anos antes. Latimer também se safou: voltou a Calais, agora como governador.
Fim.


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***
PS.: Em 1381, na Revolta Camponesa de Londres, Lyons foi decapitado. Sua cabeça foi carregada e exibida pela cidade em um poste.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Delação premiada existe desde a Idade Média e foi usada na Inconfidência Mineira

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Um dos principais mecanismos utilizados pela Operação Lava Jato, a delação premiada tem origens nos tempos da Idade Média. Os registros vêm desde a época da Inquisição, quando a Igreja Católica perseguiu praticantes de outras religiões, que eram considerados hereges.
Além das denúncias, que podiam ter como base rumores ou acusações públicas, o sistema inquisitório dava extrema importância para a confissão do acusado, que podia ser alcançada por meio de uma promessa de recompensa ou até mesmo pelo uso da tortura. Quem delatava sob tortura, inclusive, era bem visto pela sociedade.
“Na Inquisição, a ideia era de que o autor do crime era inimigo do inquisidor, portanto ele podia usar todos os poderes para obter uma confissão, inclusive utilizando tortura”, explica Gustavo Badaró, professor de Processo Penal da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).
Para Badaró, o conceito moderno da delação premiada –que é o utilizado na Lava Jato– tem “uma clara inspiração inquisitória ao utilizar o autor do crime para provar a ocorrência do delito cometido por ele e seus comparsas”. “Na verdade, a delação da Lava Jato é algo vintage”, brinca Badaró.
“Havia [na Inquisição] uma pressão psicológica. A pessoa sabia que, se não contasse algo que interessasse ao inquisidor, ela corria riscos –como queimar na fogueira, inclusive”, destaca o professor.
E hoje, a delação é feita nesse mesmo contexto? Para Badaró, existe uma “tortura moderna, uma tortura psicológica” por trás da relação existente entre prisões cautelares e a confissão por meio da delação.
“Esse é um problema sério –caso de pessoas que estavam presas, fizeram inúmeros pedidos de liberdade provisória e assim que acenam a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada são postas em liberdade”, defende o professor. É esse o caso, por exemplo, do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que deixou a cadeia em 2016, após passar um ano e meio em cárcere.
As delações na História
No Brasil, segundo Badaró, o primeiro registro oficial do conceito que conhecemos hoje como delação premiada é de 1603, nas Ordenações Filipinas, conjunto de leis espanholas que vigorou em terras brasileiras durante o período da União Ibérica.
Estava previsto nessas leis o crime de lesa-majestade, descrito como “traição cometida contra a pessoa do Rei, ou seu Real Estado”. Existia também o perdão ao delator, como descreve o texto: “por isso [delação] lhe deve ser feita mercê [favor, benefício], segundo o caso merecer, se ele não foi o principal tratador desse conselho e confederação” –ou seja, caso o delator não fosse o líder do movimento conspiratório.
Badaró explica que foi dessa lei que se valeu o coronel Joaquim Silvério dos Reis, que estava endividado com a Coroa e decidiu delatar os inconfidentes mineiros para ter sua dívida perdoada.
“Além de não ser punido com a pena de morte, dois anos depois foi a Lisboa e recebeu o foro de fidalgo da Casa Real, além de uma pensão anual de quatrocentos mil réis”, conta o professor.
Outros registros importantes aparecem já nos anos 90, com as leis dos Crimes Hediondos, dos Crimes Contra Ordens Tributárias e a Lei de Lavagem de Dinheiro.
“[Essas leis] que tratavam da delação premiada se limitavam ao benefício, à redução da pena, que ao final do processo o juiz podia aplicar a quem delatou”, ressalta Badaró, destacando que não havia um consenso sobre qual procedimento deveria ser seguido pelas duas partes –o delator e o Ministério Público.
Isso mudou apenas em 2013, com a Lei 12.850, que definiu as organizações criminosas e mudou a regulamentação dos acordos de delação.
“Houve maior amplitude desse procedimento e maior liberdade de negociação. Se antes só se falava em redução de pena, agora se fala da possibilidade de aplicação de regimes diversos. Além disso, agora existe o pré-acordo e a necessidade da homologação”, afirma Alamiro Velludo, professor de Direito Penal da Faculdade de Direito da USP.
Essas mudanças, segundo ambos os professores, dão mais segurança para que tanto o delator quanto o Ministério Público possam fazer uso da delação premiada.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Seria possível descobrir e sequenciar o DNA de Jesus Cristo?


Publicado no Mega Curioso
A figura de Jesus Cristo é bastante popular mesmo entre aqueles que não são religiosos. Entretanto, sua existência pode ser tanto um mito da Igreja para reafirmar seus valores quanto algo que realmente aconteceu. A resposta para isso, porém, depende apenas da sua fé. Agora, vários pesquisadores e religiosos tentam buscar evidências concretas da (possível) passagem de Cristo pela Terra. Será que tem como?
Um dos maiores entusiastas no assunto é o arqueólogo búlgaro Kasimir Popkonstantinov. Em 2010, ele descobriu uma caixinha que ele acredita conter os ossos de ninguém menos que São João Batista, um dos mais importantes santos da igreja cristã. Outra urna, encontrada ao lado desse relicário, continha a inscrição “Que Deus te salve, servo Tomé. Para São João”. A descoberta é importantíssima, já que João Batista foi um dos primeiros seguidores de Cristo e, além disso, era seu PRIMO. Logo, eles certamente compartilhavam características do DNA.
Popkonstantinov escavava os restos de uma igreja do século VI, na ilha de Sveti Ivan, no Mar Morto, que havia sido construída sobre uma basílica do século anterior. Ao vasculhar a área do altar, o pesquisador encontrou um pequeno relicário de mármore com os possíveis restos do santo. Durante o século V, as igrejas só eram consideradas sagradas se guardassem a relíquia de algum santo ou religioso fervoroso.
Kasimir Popkonstantinov mostra relicário que conteria ossos de São João Batista
Dúvidas e problemasO sequenciamento do código genético em fragmentos de ossos muito antigos ainda está começando a acontecer. Porém, mesmo que o DNA pudesse ser determinado no achado de Popkonstantinov, quem garante que o relicário pertenceu realmente a São João Batista? E como isso comprovaria a existência de Cristo?
Outro problema é que o DNA ideal necessitaria não ter tido contato com o de nenhuma outra pessoa – o de um osso enterrado no solo, por exemplo. No caso desse relicário, é muito provável que vestígios de quem manuseou os ossos para colocá-los na caixinha possam ter se misturado ao próprio DNA dos fragmentos ósseos, gerando dúvidas quanto a sua legitimidade.
Atualmente, é possível distinguir e retirar vestígios contaminantes, mas é bem mais difícil, principalmente porque o DNA se degrada com o tempo. Também é possível tentar mapear o genoma de dentro dos fragmentos ósseos, onde seria mais difícil uma influência de fatores externos.
Relicário foi achado em ruínas de igreja do século VI
DNA e arqueologia
A arqueologia está começando a usar o sequenciamento genético em seus estudos. George Busby, pesquisador e geneticista da Universidade de Oxford que acompanhou as buscas de Popkonstantinov, acredita que o DNA pode influenciar de duas maneiras: através da comparação dos DNA de diferentes relíquias e do rastreamento de suas origens geográficas.
Por exemplo: se outro artefato for encontrado como supostamente pertencente a São João Batista, seria possível comparar as duas amostras de DNA e ver se elas possuem semelhanças. O mesmo aconteceria caso fossem encontrados objetos que tivessem pertencido a Jesus Cristo, já que ambos eram primos.
Até agora, os ossos achados por Popkonstantinov foram datados com aproximadamente 2 mil anos através de carbono-14 – algo animador para a pesquisa. Já a análise de DNA se mostrou muito semelhante à dos habitantes atuais do Oriente Médio, indicando uma possível contaminação do material original.
Sequenciamento de DNA encontrado em relicário mostra uma possível contaminação por quem manuseou o artefato
Nem tudo está perdido
Geneticistas já encontraram diversos traços diferentes de DNA no Santo Sudário, que supostamente cobriu Jesus Cristo após sua crucificação. Também está em processo de sequenciamento genético o material encontrado no ossuário de Tiago, que muita gente acredita ter guardado os ossos do irmão de Cristo.
Caso seja possível mapear todas essas amostras e compará-las futuramente, poderíamos, quem sabe, traçar um paralelo entre todas essas relíquias e também entre potenciais descendentes dessas pessoas. Além, é claro, de determinarmos o DNA da família de Cristo e, quem sabe, dele próprio! Resta-nos esperar para crer ver.
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Asteroide que dizimou dinossauros ‘não poderia ter caído em pior lugar’

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Está cada vez mais claro para cientistas que o asteroide de 15km de diâmetro responsável pela extinção dos dinossauros não poderia ter atingido a superfície da Terra em um pior lugar.

Pesquisadores perfuraram rochas do oceano do Golfo do México que foram atingidas pelo asteroide há 66 milhões de anos e trazem novos dados sobre o evento que dizimou os répteis pré-históricos.
Os últimos achados foram resumidos num documentário da BBC Two transmitido nesta segunda-feira.
O asteroide atingiu uma área relativamente rasa do mar, chocou-se com as rochas de gesso mineral liberando quantidades colossais de enxofre na atmosfera o que prolongou o período de “inverno global”. Os gases de enxofre são altamente tóxicos e densos. Se o asteroide tivesse caído num outro local, o resultado poderia ter sido diferente.
“É aí que está a grande ironia da história, porque no final das contas não foi o tamanho do asteroide, a escala da explosão ou seu impacto global que levou à extinção dos dinossauros; foi onde o impacto ocorreu”, disse o biólogo evolucionista Ben Garrod, que apresenta The Day The Dinosaurs Died (O dia que os dinossauros morreram), com a paleontologista Alice Roberts.
“Se o asteroide tivesse caído momentos antes ou depois, em vez de atingir a costa de águas rasas ele poderia ter se chocado com o oceano profundo”, continua o pesquisador.
“Um impacto nos oceanos Atlântico ou Pacífico significaria muito menos rochas vaporizadas – incluindo o mortal gesso. A nuvem seria menos densa e a luz do sol poderia ter chegado à superfície do planeta, ou seja, o que aconteceu poderia ter sido evitado”.
“Naquele mundo frio e escuro, a comida nos oceanos acabou em uma semana, e os alimentos em terra firme, pouco depois, interrompendo subitamente a cadeia alimentar. Sem nada para comer em lugar algum do planeta, os imponentes dinossauros tiveram pouca chance de sobrevivência”.
Entre abril e maio de 2016, Ben Garrod esteve na plataforma de perfuração localizada a 30km de distância da Península Yucatan, no México, onde uma expedição milionária investiga o evento histórico. Enquanto isto, Alice Roberts visitou áreas de escavações de fósseis nas Américas para entender melhor como a vida mudou de rumo após o impacto.
Da plataforma, foram coletados núcleos de rochas a 1,3km de profundidade no mar do golfo. O material vem de uma área da cratera chamada “anel de pico”, formações rochosas que se elevaram e rodearam o centro da cratera após a grade colisão.
Com a análise de suas propriedades, a equipe do projeto de perfuração, coordenada pelos professores Jo Morgan e Sean Gulick, espera reconstruir o desenrolar do impacto e as mudanças ambientais decorrentes dele.

Cratera Chicxulub – O impacto que mudou a vida na Terra
Pesquisadores hoje têm uma noção melhor da escala da energia liberada pelo impacto do asteroide na Terra – o equivalente a 10 bilhões de bombas atômicas de Hiroshima.
Eles também têm mais conhecimento sobre como a depressão assumiu a estrutura que observamos hoje e como ocorreu o retorno da vida ao local do impacto.
Umas das sequências fascinantes do programa da BBC Two mostra a visita de Alice Roberts a uma pedreira de Nova Jérsei, nos Estados Unidos, onde 25 mil fragmentos de fósseis foram descobertos – uma evidência da morte em massa de criaturas que ocorreu no dia do impacto.
“Todos os fósseis têm uma camada que não tem mais de 10cm de largura”, contou a Roberts o palenteologista Ken Lacovara.
“Eles morreram de repente e foram enterrados rapidamente. Isto mostra que foi um momento específico no período geológico. Pode ter durado dias, semanas, talvez meses; mas não milhares de anos ou centenas de milhares de ano. Foi um evento essencialmente instantâneo”.

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