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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Já havia impeachment na Idade Média – e os motivos eram os mesmos

Nobre, diplomata, militar, bem nascido. William Latimer era um sujeito da elite da Inglaterra medieval, desses que tiveram a sorte de chegar ao mundo filhos de barão. Mas não do tipo que esperava passivamente as benesses e pujanças que a vida lhe reservava.

Nascido em 1330 em Scampston, atualmente uma vila de 300 habitantes em North Yorkshire, Latimer foi para a França participar da Guerra dos Cem Anos, o grande conflito entre ingleses e franceses do qual brotaram Joana D’Arc e a centenária rixa entre os dois países. Aos 16, ele participou da Batalha de Crécy, uma das grandes vitórias inglesas no início da guerra. Depois, trabalhou em Calais, cidade portuária francesa atualmente mais lembrada pela “selva” de refugiados amontoados em acampamentos improvisados até 2016 do que pelo período em que foi dominada pelos monarcas ingleses — como consequência da batalha em que nosso amigo marcou presença.

Quem pode tem brasão. Mas quem disse que isso basta? (Reprodução/Reprodução)

Latimer virou cavaleiro, serviu na Gasconha, lutou na Batalha de Auray (1364) e voltou à Inglaterra para iniciar sua ascensão política. Agora quarto barão Latimer, ele teve altos cargos na Royal Household, organização de suporte à família real em atividades oficiais. De quebra, conseguiu levar o genro, John Neville, o terceiro barão Neville de Raby, na mesma bocada. Nepotismo nunca é demais, não é mesmo?
Ao longo da década de 1370, o barão era tido em alta conta na corte do rei, Eduardo III. A pretensão do monarca ao trono francês, além dos interesses comerciais na lã de Flandres (na atual Bélgica), território que na época pertencia aos franceses, foram o estopim da guerra, três décadas antes.
Latimer era querido, em particular, por outro duque, o de Lancaster, que tinha a providencial vantagem de ser filho de Eduardo III. Não o herdeiro do trono, mas o terceiro que chegou à idade adulta (ou seja, sem a pressão de se preparar para o trono, mas com todas as vantagens de ser, bem, filho do rei). João de Gante, como ficou conhecido depois de virar personagem da peça Ricardo II, de Shakespeare, foi um dos homens mais ricos de seu tempo. Nascido em Gent (ou Gante), em Flandres, João também era veterano da guerra — convenhamos, quando se vive na época de uma guerra de 116 anos, devia ser difícil alguém não ter alguma ligação com ela. Ele teve grande influência no reinado do pai e no do sobrinho, Ricardo II, que assumiu o trono aos 10 anos (e, justamente por isso, acabou inspirando Shakespeare).

João de Gante nunca foi rei, mas é ancestral de monarcas ingleses, espanhóis e portugueses (Domínio Público/Reprodução)
João pode nunca ter tido o poder, porém cercou-se dele por toda a vida. Casou-se com Constança de Castela, e usou isso para tentar tomar o trono ibérico. Fracassou, mas casou sua filha com o nobre que se tornaria rei de Castela e Leão. Também se meteu em rixas reais entre portugueses e espanhóis e, de volta à Inglaterra, acabou se tornando ancestral direto dos homens que reinaram o país entre 1399 e 1471, os Henriques IV, V e VI (e também de reis portugueses e espanhóis nas gerações vindouras).
Foi com esse poderoso fazedor de monarcas que o barão Latimer se meteu. Antes um servidor dedicado à coroa, o barão agora passava tempo demais com João e o resto da turma, numa mistura de Onze Homens e Um Segredo com Robin Hood, sem a parte honrada da história.
Além de seu estimado genro, o barão Neville de Raby, havia um comerciante chamado Richard Lyons, sujeito com uma influência, digamos, meio a par das leis, meio aeciana, nas ruas de Londres. Entre tantos toma-lá-dá-cá, “tem que manter isso aí” e “tamo juntos”, ele chegou a ser eleito xerife da capital. Por fim, temos a amante do rei, Alice Perrers, dona de dezenas de propriedades ao redor do país, uma negociante astuta que usou as mínimas funções sociais permitidas a mulheres da época (como ser amante) a seu favor: em vez de apenas usufruir os mimos e torrar a grana que ganhava, transformava isso em renda. E gostava de ouro. Reza a lenda que ela teria surrupiado o anel do monarca de sua mão morta antes mesmo de o cadáver esfriar.

Alice Perrers e Eduardo III, na versão de Ford Madox Brown (1821-93). (Domínio Público/Reprodução)

Resumo da ópera do malandro: o reinado de Eduardo III foi uma beleza no começo, com vitórias sobre os franceses, um vistoso desenvolvimento militar e político, com um Parlamento em evolução e instituições mais respeitadas. Mas, no fim de seus 50 anos de trono, a corte estava podre, naufragada em corrupção – boa parte dela praticada pela turma do barão .
Em 1376, o Parlamento precisou tomar uma iniciativa. Latimer, Neville, Lyons e Perrers foram julgados. Ela foi banida do reino e perdeu suas propriedades. Latimer e Lyons conseguiram o nada honrado feito de serem os primeiros homens a sofrerem impeachment na história do país. Lyons foi destituído dos cargos que ocupava na Casa da Moeda e no Conselho Real, e se mudou para a prisão da Torre de Londres.
A sensação de justiça foi tão plena que a câmara, naquele ano, ficou conhecida como o Bom Parlamento. Naquele mês de maio, a sociedade sorria, satisfeita, com o fim da corrupção.

Isso sim que é tríplex: o castelo que Latimer vendeu aos inimigos franceses (Divulgação/Divulgação)
Mas não durou muito. Seis meses depois, Latimer foi perdoado. No ano seguinte, o rei morreu e João de Gante usou sua influência. Conseguiu liberar Lyons, que já em 1380 foi eleito para o mesmo Parlamento que o condenara três anos antes. Latimer também se safou: voltou a Calais, agora como governador.
Fim.


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***
PS.: Em 1381, na Revolta Camponesa de Londres, Lyons foi decapitado. Sua cabeça foi carregada e exibida pela cidade em um poste.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Vilarejo medieval queimava mortos por medo de zumbis

Povoado no norte da Inglaterra temia que mortos saíssem das sepulturas, a exemplo de Game of Thrones


Cena do seriado The Wlaking Dead.

Simon Mays, biólogo do Historic England especialista em restos humanos e que coordenou o trabalho de escavação, comentou, em conversa pelo telefone: “Conhecemos textos da Idade Média em que se diz que havia pessoas que poderiam se levantar de suas sepulturas e que a forma de evitar isso era desenterrar seus corpos, esquartejá-los e depois queimá-los. É exatamente o que encontramos em Wharram Percy. Se estivermos certos, trata-se da primeira evidência arqueológica consistente dessa prática”.

Imagem das ruínas da igreja e do cemitério de Wharram. 

Como é que se chegou a essa conclusão tão terrível? Como dizia Sherlock Holmes, uma vez descartado tudo o que é possível, a verdade estará, por mais incrível que venha parecer, no impossível. Uma hipótese é que os corpos tratados dessa forma tão brutal eram de estrangeiros. As análises dos dentes dos corpos, no entanto, permitiram que se concluísse que eram de pessoas “que moravam no vilarejo”, observa o professor Mays. De acordo com uma nota divulgada à imprensa pelo Historic England, “os isótopos de estrôncio refletem a geologia do lugar onde uma pessoa viveu quando se formaram os seus dentes na infância, o que permitiu determinar que esses corpos cresceram na mesma região onde foram enterrados”.
Uma outra hipótese é de que, em uma época de fome, tenham ocorrido casos de canibalismo, com o corte e a queima de cadáveres com o objetivo de comê-los. As feridas detectadas, porém, não são compatíveis com aquelas que seriam produzidas por alguém em um corpo com o objetivo de comê-lo em seguida. “As marcas de facadas costumam ser encontradas mais nas articulações, mas no caso de Wharram Percy elas aparecem sobretudo nas áreas superiores do corpo”, explicam os cientistas. Em outras palavras, em muitos casos os cadáveres tiveram as suas cabeças cortadas.
Uma vértebra que apresenta cortes com faca e queimaduras. 
A localidade de Wharram Percy, em Yorkshire, a oeste da cidade de York e ao sul do Yorkshire Dales National Park, foi abandonada no século XVI e está agora sob os cuidados do Historic England. Restaram poucas edificações, mas entre elas estão as ruínas da igreja, cercada por um cemitério. A razão pela qual seus habitantes deixaram o lugar, porém, não tem nada a ver com uma suposta invasão de zumbis, mas sim com uma profunda transformação econômica. Mays conta que, no século XVI, muitos povoados dessa região da Inglaterra foram abandonados em função do crescimento do mercado da lã, que gerava tantos ganhos que os proprietários dispensaram os camponeses para dedicar suas antigas terras de cultivo à criação de gado.
A descoberta nos traz elementos, porém, de uma época em que a relação entre vida e morte era bem distinta da atual. Como diz Mays, “ela nos revela a face mais obscura das crenças medievais e é uma referência muito ilustrativa de como a visão medieval do mundo era diferente”. No entanto, considerando o sucesso obtido hoje por séries como Game of Thrones ou The Walking Dead, ela nem parece tão distante assim.
publicado no EL PAÍS

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A história do trabuco


O trabuco era uma arma de guerra utilizada na Idade Média. Essa arma tinha um grande alcance e capacidade de derrubar muros e lançar projéteis.


Essa arma medieval era muito potente. Segundo a história, os primeiros trabucos foram construídos pelos chineses, por volta do ano 400 a.C.



Na Europa, essas armas começaram a ser utilizadas no ano 600 d.C. O trabuco foi muito empregado em conflitos armados até o final do século XVII.



Esta arma era utilizada para bombardear fortes dos exércitos inimigos e para lançar projéteis por cima dos muros. Os projéteis lançados pelo trabuco formavam parábolas que garantiam um bom alcance.



Esta máquina de guerra era usada para atirar vários tipos de objetos, que alcançavam mais de 800 metros de distância. O trabuco era usado para arremessar pedras, animais em chamas e armas biológicas.



O trabuco usava as leis da física, como a gravidade, a diferença de potencial e a energia cinética para funcionar. Ele parecia uma alavanca, onde um braço era levantado até a vertical para lançar objetos a uma velocidade muito elevada.



Quanto maior e mais pesado fosse o contrapeso, maior seria a distância e a potência alcançada pelo objeto. O trabuco era formado por um contrapeso, uma funda, um braço, uma guia e uma armação.

quinta-feira, 26 de março de 2015

A imunda história do Banho Medieval é de assustar

História e curiosidades do Banho Medieval


Reis, rainhas, princesas, contos de fada, romantismo... A Idade Médiacompreende o período entre os Séculos V e XV, ou seja, entre os anos 400 até 1500. E quando se fala na Era Medieval logo imaginamos algo lúdico, como estamos acostumados a ver nos contos da Disney e nos filmes. Mas na realidade, as coisas eram muito, muito diferentes mesmo! 

Conseguimos compilar uma lista de curiosidades sobre o banho, daquelas que você sempre quis saber e nunca conseguiu descobrir! E alguns fatos são tão inacreditáveis, que você vai até duvidar, mas garantimos: todas as informações são baseadas em documentos históricos e relatos da época.

São fatos absurdamente (e às vezes miseravelmente) curiosos, e você vai se surpreender com costumes e ditados que ainda são muito comuns hoje em dia, mas que vem desde a antiguidade!


Banho uma vez por ano

Banho uma vez por ano

Naquele tempo, a maior parte da população tomava o primeiro banho do ano (!) em maio, que é o início do verão na Europa. Depois, em junho, era a época dos casamentos, inclusive pra aproveitarem que ainda estavam "bem cheirosos" do banho do mês passado... Mas pra garantir que estariam cheirosos mesmo, inventaram o buque da noiva, pra disfarçar algum possível odor "inesperado"!


Banheiras compartilhadas

Banho Medieval - Banheira Compartilhada

O tal banho anual era um verdadeiro ritual em família (e as famílias eram bem grandes naquela época). Todos tomavam banho em uma única banheira (que era mais um tonel rudimentar), e seguiam uma ordem rígida: O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa; depois (sem trocar a água, claro!), era a vez dos outros homens da casa, por ordem de idade; em seguida as mulheres, também por idade e, finalmente, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho, e quando chegava a vez deles, a água já estava tão suja que era possível perder um bebê lá dentro. É por isso que existe a famosa expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water" ("não jogue fora o bebê junto com a água do banho"), que hoje em dia é usada para os mais apressadinhos...


Realeza higiênica

Banho Medieval - Realeza

Depois de tanta porcalhada, você vai ficar feliz em descobrir que no palácio as coisas eram bem diferentes! Eles não tomavam apenas um banho por ano, como os pobres súditos imundos!... A realeza era considerada um exemplo de higiene e cuidados pessoais: segundo vários registros históricos, "eles tomavam banho, precisassem ou não, uma vez por mês"! Ou seja, às vezes, eles estavam até "muito limpinhos" desde o banho do mês passado, nem precisavam de outro, mas pra dar o exemplo, tomavam banho novamente mesmo assim (!)...


Qual a razão pra tanto medo de banho?

Roman Bath
Dentre muitas explicações, podemos citar algumas: Algo que é muito simples hoje em dia com o chuveiro, era muito mais complicado naquela época, quando a água tinha que ser aquecida em caldeirões, gastando lenha, que era um recurso valioso que deveria ser poupado para o inverno. Tomar banho dava muito trabalho mesmo, além do clima frio da Europa não ajudar nem um pouco. Outro forte motivo era a aversão cristã aos costumes romanos, para os quais o banho era uma atividade diária nas famosas termas ou saunas. Como os romanos tinham uma cultura muito mais permissiva em relação a sexualidade, acabou surgindo um "tabu" envolvendo a luxúria, o corpo, a libido, a vaidade, etc.

http://www.curtoecurioso.com/2015/03/a-imunda-historia-do-banho-medieval-e.html

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

E assim era um verdadeiro combate medieval


Esqueça tudo o que você viu nos filmes.
Museu da Idade Média de Cluny fez um vídeo para simular como eram os combates em armaduras pesadas no século XV. O vídeo mostra que a armadura permitia uma certa mobilidade, o que até surpreende, mas que os combates não eram bem, como dizer, cinematográficos.
O que não deixa de ser sensacional. Veja:

http://complexogeek.com/2014/09/29/e-assim-era-um-verdadeiro-combate-medieval/

terça-feira, 27 de maio de 2014

Qual a origem dos símbolos do casamento?

Hábitos medievais são copiados até hoje pelos noivos

Lívia Lombardo | 29/04/2013 12h18
Quando Kate Middleton entrou na abadia de Westminster, em Londres, em 2011, para encontrar o príncipe William no altar, ela começou a influenciar a escolha de milhares de noivas mundo afora. Foi o que aconteceu nas décadas seguintes ao casamento da rainha Vitória, em 1840, que eternizou o vestido branco e o véu. No entanto, grande parte dos hábitos ligados às bodas vem de muito antes, da Antiguidade e da Idade Média, e é copiada por casais até hoje, independentemente da religião que praticam. Claro que um monte de coisa mudou. Até o século 12, uma simples troca de beijo em público e o anúncio da decisão de união já bastavam para legitimar um matrimônio. Foi só em meados do século 13 que a Igreja incluiu o casamento na sua lista de sacramentos sagrados. Atualmente, mesmo nas cerimônias mais inovadoras, ritos tradicionais continuam na festa, ainda que a sua origem já tenha se diluído com o passar de tantos séculos.


O grande dia

Entenda o porquê de tanta tradição

A ALIANÇA

O círculo sem começo e fim, que representa a eternidade do amor, ganhou força a partir do século 13. A escolha do dedo anelar esquerdo vem da crença de que, nesse dedo, passa uma veia ligada diretamente ao coração. Na Segunda Guerra, os soldados passaram a usá-la para terem uma lembrança das esposas.

O ARROZ

Durante muito tempo, o único objetivo do casamento era gerar herdeiros, o que dava força a costumes em prol da fertilidade. Foi assim que surgiu o ato de jogar arroz, tido pelos orientais como um símbolo de fertilidade há mais de 2 mil anos.

DAMAS DE HONRA

Na Antiguidade, as mulheres se casavam ainda crianças e precisavam de ajuda na hora de se arrumar. Foi por isso que surgiram as damas de honra, que eram da família da noiva. No século 19, elas viraram sinal da elegância de uma cerimônia.

O BUQUÊ

Na Idade Média, era comum a noiva, ao lado de uma comitiva, fazer a pé o trajeto até a igreja. No caminho, ela recebia flores, ervas e temperos e os juntava nas mãos. No século 14, nasceu o hábito de jogar o buquê para as convidadas, uma forma de retribuir toda a sorte desejada aos noivos.

A TRILHA SONORA

A Marcha Nupcial foi composta por Felix Mendelssohn em 1842. Em janeiro de 1858, ela foi tocada no casamento da princesa Vitória com o príncipe Frederick William, da Prússia, e virou tradição. A trilha foi escolhida por influência da mãe da noiva, a rainha Vitória.

O VESTIDO E O VÉU

A suntuosidade do casamento da rainha Vitória fez do branco a cor oficial dos vestidos e véus. Antes de 1840, as noivas usavam qualquer tom, até vermelho e preto. Mas o burburinho na entrada da inglesa na capela do Palácio de St. James é algo desejado pelas noivas até hoje.

DO LADO ESQUERDO

A tradição de a noiva ficar sempre do lado esquerdo do homem no altar também é medieval e está relacionada a questões de segurança e proteção. Com ela nessa posição, o lado direito do noivo ficava livre para que ele pudesse puxar a espada e lutar contra quem tentasse roubar a sua mulher.




A evolução do vestido de noiva

Da túnica às pernas de fora

Na Roma antiga

As noivas ganham uma roupa especial para o dia do casamento. Normalmente, o figurino inclui uma túnica branca e um véu de linho muito fino, conhecido como flammeum.

No início da Idade Média

O vestido de noiva, bastante bordado, surge com o objetivo de exibir a riqueza da família. O vermelho é comum por representar a capacidade de gerar sangue novo.

Na alta Idade Média

O verde vira moda entre as noivas da burguesia, que o usam em busca de fertilidade. Elas também costumam desfilar com o ventre saliente para exibir possibilidade de procriação.

No início do Renascimento

A peça se torna mais suntuosa, com muito veludo e brocado. As cores do brasão da família do noivo são as preferidas para os vestidos. A tiara é um acessório obrigatório.

No fim do Renascimento

O preto é estabelecido como a cor mais adequada para as cerimônias religiosas, inclusive o casamento. Nesse mesmo período, surgem as primeiras peças brancas, consideradas mais elegantes.

No período rococó

Ganham destaque os vestidos com tecidos brilhantes, bordados com pedrarias e babados de renda. Tons pastel, como o lilás, o pêssego e o verde, são as cores preferidas.

Era vitoriana

Quatorze anos após o casamento da rainha Vitória, que contraria a tradição ao vestir branco, o papa Pio IX decreta que todas as noivas devem usar trajes claríssimos para demonstrar a castidade.

Século 20

Eles continuam sendo brancos, mas os modelos ganham flexibilidade total. As tendências da moda dão o caminho e vale tudo - até vestido curtinho.

sábado, 12 de outubro de 2013

Algumas das máquinas de tortura mais terríveis da história

Publicado no História Sem Fim.

Aqui no História Sem Fim você já conheceu 13 máquinas de tortura capazes de deixar arrepiados até os mais corajosos. Mas foram tantas as vezes que o homem encontrou caminhos para “punir” aqueles que considerava errados, que ainda temos material para muitos posts. Quer ver só? Então confira outros 10 métodos de tortura que já tiraram a paz de muita gente por aí:
1. A Gaiola Suspensa
O que você escolheria: uma morte lenta e que te faça sofrer, ou uma morte rápida, mas muito dolorosa? Para quem prefere a primeira, a gaiola suspensa é o método ideal: a vítima, nua, é obrigada a permanecer em uma gaiola, pendurada e sem acesso a roupas para se proteger do frio, ou alimentos e água, para matar a fome. O torturado geralmente era “esquecido” lá até que morresse por causa da temperatura ou de desidratação.
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2. O Aspersor de Chumbo
Uma esfera com muitos furos na extremidade de um bastão, que poderia ser preenchida pelo torturador com o material de sua preferência: água fervente, metais fundidos, óleo em ebulição, entre outros. A vítima, amarrada, era obrigada a “tomar um banho” com o conteúdo do recipiente.
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3. Pata de Gato
Conhecido também com o simpático nome de “cócegas espanholas”, a pata de gato em geral era ligada a um cabo, de forma que se parecesse com uma extensão das mãos do torturador. Era utilizada para cortar a pele, em geral provocando arranhões tão profundos que poderiam alcançar os ossos.
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4. Sapatos punitivos
Feitos de metal, ao invés de saltos altos, esses sapatos tinham grandes agulhas de ferro na parte traseira. A tortura era também psicológica: quanto tempo você agüentaria na ponta dos pés sem descansar os calcanhares? Os prisioneiros eram obrigados a permanecer estáticos se não quisessem ter os pés perfurados.
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5. Separador de joelhos
Apesar desse instrumento de tortura muito popular durante a inquisição ser direcionado aos joelhos, é melhor preparar o estômago antes entender como ele funciona. Pronto? Bom, como você deve imaginar, o separador de joelhos foi construído para inutilizar as pernas das vítimas: construído a partir de dois blocos de madeira com espinhos, o objeto é encaixado na metade das pernas. Dois parafusos grandes conectam os blocos de forma que, quando torcidos, pressionam as partes uma contra a outra, apertando os espinhos contra os joelhos. Ah, mas fique tranqüilo: ele também pode ser usado ao redor dos braços, causando efeito semelhante. De arrepiar.
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6.  A Cadeira Inquisitória
Você já deve ter ouvido falar na cadeira inquisitória. Seu conceito é muito simples:  A vítima era obrigada a se sentar numa cadeira com dois mil pregos.  Se o torturador estivesse em um dia ruim, poderia piorar a situação colocando fogo em uma chapa de ferro abaixo da cadeira, fazendo o torturado se apoiar sobre o ferro em brasa.
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7. O Burro Espanhol
Homens, preparem-se, pois só a descrição desse objeto pode fazer vocês sentirem dor. Fixado em duas vigas transversais, o Burro Espanhol consistia em uma placa cortante, de corte triangular, onde a vítima era obrigada a sentar como se senta ao cavalgar. Pesos anexados aos pés dos torturados pressionavam o corpo deles contra o objeto cortante. Há relatos de fontes que afirmam que, em casos mais extremos, a vítima chegava a se partir ao meio.
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8. A Cadeira de Judas
Um dos “clássicos” da tortura, a Cadeira de Judas tem forma de pirâmide. O torturado é obrigado a se sustentar na cadeira, de modo que o peso do corpo seja projetado sobre um ponto de apoio que pode ser o ânus, a vagina, uma das vértebras da coluna ou outra parte escolhida pelo torturador. O objeto é conhecido no mundo todo, em italiano (culla di Giuda), Alemão (Judaswiege), e francês (la veille, “o velório”).
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9. O Esmagador de Cabeças:
Com a cabeça da vítima posicionada entre a tampa e a barra inferior (onde o queixo era apoiado), o parafuso do dispositivo era virado lentamente, comprimindo o crânio do torturado com força. Primeiro, os dentes eram destruídos e em seguida, o osso da mandíbula se quebrava. Em estágios iniciais, o torturador poderia bater na estrutura de metal enquanto a cabeça da pessoa estivesse amarrada, fazendo com que os golpes ecoassem por todo o corpo de quem estava vulnerável.
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10.  O Touro de Bronze
Para fechar com chave de ouro, ou melhor, de bronze, mais um método cruel dos tempos medievais: o torturado era preso em uma escultura oca, com a forma de touro. Em seguida, os algozes colocavam fogo em toda a estrutura, e a pessoa morria queimada. Era um método frequentemente usado para obter confissões – tubos transmitiam os gritos dos prisioneiros para fora do ambiente, caso ele quisesse se pronunciar.
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cruzadas - Álbum de figurinhas - Atualizado

A palavra “álbum”, no sentido original empregado pelos romanos, era uma tabuinha onde se escrevia a lista de senadores ou de ocupantes de outra função política. Atualmente, o álbum de figurinhas é uma publicação que apresenta pequenas estampas coloridas, comercializadas em série para ser coladas, divertindo colecionadores.


Abaixo vocês podem conferir alguns sites legais com imagens relativas ao tema das cruzadas:

Uma boa pesquisa a todos.

Fonte: São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do aluno: história,
ensino fundamental - 6ª série, volume 1, São Paulo : SEE, 2009.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Modelo - Álbum de figurinhas - Cruzadas

A palavra “álbum”, no sentido original empregado pelos romanos, era uma tabuinha onde se escrevia a lista de senadores ou de ocupantes de outra função política. Atualmente, o álbum de figurinhas é uma publicação que apresenta pequenas estampas coloridas, comercializadas em série para ser coladas, divertindo colecionadores.


Abaixo vocês podem conferir alguns sites legais com imagens relativas ao tema das cruzadas:

Uma boa pesquisa a todos.

Fonte: São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do aluno: história,
ensino fundamental - 6ª série, volume 1, São Paulo : SEE, 2009.