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sábado, 18 de maio de 2019

A Independência dos Estados Unidos da América

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No século XVIII, observamos o processo de crise das monarquias absolutistas, sinalizando o fim de um período chamado pelos liberais de Antigo Regime. Combatendo os princípios religiosos, filosóficos e políticos que fundamentavam a definição de um poder centralizado e a manutenção de certas práticas feudais, as revoluções burguesas sinalizavam a criação de uma nova forma de poder estabelecido.

De acordo com a historiografia, a primeira experiência revolucionária a defender as ideias iluministas e reivindicar o fim da opressão monárquica, ocorreu no território das Treze Colônias inglesas. De posse da Coroa Britânica, as Treze Colônias desenvolveram certas peculiaridades econômicas, políticas e culturais. Sem contar com um modelo homogêneo de exploração colonial, os habitantes dessa região tinham uma relação diferente com sua metrópole.



O processo de independência estadunidense foi amplamente influenciado pelos ideais iluministas difundidos na época
Conhecida como “negligência salutar”, a liberdade concedida pelo governo britânico aos colonos norte-americanos foi responsável pelo florescimento de um espírito autônomo e a consolidação de diferentes formas de exploração do território. Ao sul, a economia baseada na plantation de exportação sustentada pelo trabalho escravo fazia contraste com as pequenas propriedades e as atividades comerciais empreendidas pelos colonos do norte.

Ao longo do século XVII, o envolvimento da Inglaterra em guerras pela Europa tornou-se um dos grandes fatores explicativos de toda liberdade política e econômica concedida às Treze Colônias. Entre os conflitos em que a Inglaterra se envolveu, a Guerra dos Sete Anos (1756 – 1763) foi responsável pelo esvaziamento dos cofres públicos do país. Buscando sanar suas contas, a Inglaterra resolveu enrijecer suas relações com as colônias.


Em 1764, a chamada Lei do Açúcar obrigava os colonos a pagar uma taxa adicional sob qualquer carregamento de açúcar que não pertencesse às colônias britânicas. Com tal exigência, a autonomia econômica dos colonos começava a ser ameaçada. No ano seguinte, a Lei do Selo exigia a compra de um selo presente em todos os documentos que circulassem pelo território. Já em 1773, a Lei do Chá obrigava a colônia a consumir somente o chá oriundo das embarcações britânicas.Imagem relacionada

Inconformados com tais desmandos e inspirados pelos escritos dos pensadores John Locke e Thomas Paine – francos opositores da dominação colonial – os colonos norte-americanos começaram a se opor à presença britânica nas Treze Colônias. Em dezembro de 1773, organizaram uma revolta contra o monopólio do chá que ficou conhecida como Boston Tea Party. Intransigente aos protestos coloniais, a Inglaterra decidiu fechar o porto de Boston (local da revolta) e impor as chamadas Leis Intoleráveis.



No ano seguinte, reunidos no Primeiro Congresso da Filadélfia, os colonos redigiram um documento exigindo o fim das exigências metropolitanas. No Segundo Congresso da Filadélfia, ocorrido em 4 de julho de 1776, os colonos resolveram romper definitivamente com a Inglaterra, proclamando a sua Independência.

Não reconhecendo as resoluções do Congresso da Filadélfia, a Inglaterra entrou em conflito contras as 13 colônias. Esses confrontos marcaram a chamada Guerra de Independência das Treze colônias. Apoiados pelos franceses, inimigos históricos da Inglaterra, as Treze Colônias venceram a guerra, tendo sua independência reconhecida em 1783.
Mapa Mental: Independencia das Treze Colonias

Adotando um sistema político republicano e federalista, os Estados Unidos promulgaram sua carta constitucional em 1787. Os ideais de liberdade e prosperidade defendidos pelos fundadores da república norte-americana não refletiam a situação dispares dos estados do Norte e do Sul. Tais diferenças acabaram por promover um conflito interno, que ficou conhecido como Guerra de Secessão.



https://brasilescola.uol.com.br/historiag/independencia-estados-unidos.htm

https://descomplica.com.br/blog/historia/mapa-mental-independencia-das-treze-colonias/
https://descomplica.com.br/blog/historia/mapa-mental-liberalismo/

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Hoje na História: Galileu Galilei

Em 15 de fevereiro de 1564 nascia Galileu Galilei (1564-1642)! O matemático, astrônomo e físico italiano descobriu a Lei dos Corpos e desenvolveu instrumentos como a balança hidrostática, o termobaroscópio e um telescópio que aumentava a visão em 30 vezes.
Leia mais sobre Galileu Galilei e suas descobertas em: 
- Por que o telescópio inventado por Galileu revolucionou a Astronomia? (http://abr.ai/1XsGfh3)
- O Renascimento cultural e científico na Europa (http://bit.ly/1XsGiJO...

Ver mais

Fonte: https://www.facebook.com/revistanovaescola/?fref=ts

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Cientistas descobrem corpo de bebê em caixão de bispo mumificado no século 17

Por quase 350 anos, o bispo Peder Winstrup dividiu seu caixão em uma magnífica catedral em Lund, na Suécia, levando consigo um segredo: o corpo de um pequeno bebê cuidadosamente instalado debaixo de seus pés. As informações são do site britânico "The Guardian".
Corpo mumificado de bispo estava acompanhado de criança também mumificada, dizem cientistas
Corpo mumificado de bispo estava acompanhado de criança também mumificada, dizem cientistas

O pequeno cadáver, que acredita ser o de um bebê nascido prematuramente, foi revelado pela primeira vez quando cientistas examinaram o caixão e o corpo mumificado de Peder Winstrup, um dos mais bem preservados da Europa desde o século 17.


"Uma das principais descobertas quando realizamos a exploração foi que Winstrup não está sozinho no caixão", disse Per Karsten, diretor do museu histórico da Universidade de Lund.
"Na verdade, ele tem um companheiro, uma criança, um feto de cinco a seis meses de idade que foi deliberadamente escondido debaixo de seus pés na parte inferior do caixão."
A descoberta foi uma completa surpresa para os cientistas, que esperavam apenas descobrir uma riqueza de informações sobre a vida e condições sociais do Winstrup no século 17.
O caixão imponente na cripta da catedral havia sido aberto várias vezes e uma fotografia em preto e branco quase com um século de idade mostrou a condição notável dos restos mortais, com todas as suas roupas perfeitamente preservadas e seu rosto barbudo encolhido, mas ainda reconhecível em um retrato. As investigações anteriores não encontraram o bebê, enterrado na camada profunda das flores que enchem metade do caixão.
Testes de DNA estão previstos para saber a relação entre o bispo e o bebê. No entanto, Karsten acredita que o recém nascido, que deve ter nascido prematuramente, pode ter sido colocado ilegitimamente no caixão para dar à criança um lugar de descanso cristão.
Winstrup era cientista, teólogo e um dos fundadores da Universidade de Lund em 1666, classificada entre as 100 melhores do mundo. Ele foi nomeado Bispo de Lund em 1638, mantendo o título na diocese e transferido para a Dinamarca. Ele morreu em 1679 - provavelmente, a pesquisa revelou, de pneumonia depois de várias doenças longas e dolorosas, incluindo gota, artrite, cálculos biliares e possivelmente tuberculose.
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2015-06-21/cientistas-descobrem-corpo-de-bebe-em-caixao-de-bispo-mumificado-no-seculo-17.html

terça-feira, 7 de abril de 2015

Quando os homens desceram do salto

Por Anna Carolina Aguiar
salto-salto
Sofrer com os pés espremidos em um belo sapato de salto nem sempre foi um desconforto só das mulheres. Hoje em dia, poucos homens têm coragem o suficiente para sair por aí com o calçado. Mas houve uma época em que subir no salto era bastante comum entre os integrantes do sexo masculino. O acessório era sinônimo de bom gosto e de uma boa posição social. A festa acabou na primeira metade do século 18.
Antes de dizer por que o costume desapareceu, a gente diz como ele começou. O salto alto surgiu com os persas e era um item obrigatório para os cavaleiros, pois dava aos soldados maior controle de seus cavalos e lhes permitia disparar flechas com mais estabilidade.
A moda se expandiu através do imperador persa Shah Abbas I que, para derrotar o Império Turco Otomano, enviou homens de confiança em missões diplomáticas nos países europeus. Os representantes persas que passaram por países como Alemanha, Espanha, Rússia e Noruega influenciaram muito a cultura do Velho Mundo. Aristocratas passaram a usar sapatos de salto para reforçar seu poder sobre o restante da população. Logo, a moda também pegou entre as camadas mais populares.
Para não ficar por baixo, a aristocracia passou a apreciar saltos cada vez maiores, que passaram a ser atestado de virilidade e imponência. E, claro, quem usava salto era quem não precisava caminhar muito pelas ruas esburacadas e enlameadas da época, muito menos trabalhar de pé por várias horas.
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Em uma de suas mais conhecidas retratações, feita em 1701, Luis XIV aparece usando um sapato de salto. O monarca media apenas 1,63m e utilizava calçados para dar uma ajudinha em sua estatura. Muitos de seus sapatos eram decorados com imagens de seus feitos como governante. O monarca francês decretou em 1670, inclusive, que apenas membros de sua corte tinham permissão para utilizar salto alto vermelho. Charles II, da Inglaterra, também era afeito aos saltões, apesar de medir 1,85m. A imagem que abre esse texto, inclusive, é um retrato dele.
Com a popularização dos saltos, mulheres que queriam parecer-se com homens passaram a usar os calçados para tentar se equiparar ao sexo masculino. Além de cortarem os cabelos curtos e de fumarem cachimbos, elas passaram a utilizar o salto alto.
Algumas décadas depois, com o advento do Iluminismo, aconteceu o que se chamou de a Grande Renúncia Masculina. Os homens passaram a buscar mais a praticidade e menos a beleza em sua aparência. Abriram mão de roupas e adornos mais elaborados e deixaram-nos para as mulheres, adotando um vestuário mais neutro e austero, preferencialmente escuro. Os saltos passaram a ser vistos como algo irracional e marca do sexo dito “frágil”. Após a Revolução Francesa, o saltão caiu em desuso também no universo feminino.
O acessório voltou aos pés das moças em meados do século XIX, com a erotização da imagem feminina através da fotografia. Os homens, no entanto, não voltaram a utilizar o salto alto em grande escala, como antigamente. Ainda bem que há exceções.
rupau
Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/historia-sem-fim/quando-os-homens-desceram-do-salto/

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Como surgiu o salto alto?

Luís XIV
Rei da França e Navarra
Conde da Provença, Forcalquier e Terras Adjacentes
Delfim de Vienne, Conde de Valence e Die
Apesar de não haver indícios sobre quem criou o salto alto, sabe-se que ele foi amplamente utilizado a partir do século 17 na corte do rei Luís XIV (1643-1715), da França, que abusava do luxo, das perucas e dos sapatos de salto. Dizem as más línguas (e os registros históricos) que Luís XIV não passava de 1,60 metro, por isso adorava sapatos que pudessem aumentar sua estatura.
Apesar disso, o salto ficou realmente conhecido no reinado seguinte. Luís XV não só levou a fama, como também virou nome de um tipo de salto, largo na ponta e na base e afinado no meio. “O salto era peça exclusiva do vestuário masculino e apenas na corte de Luís XV passou a ser utilizado por mulheres”, diz João Braga, coordenador do curso de história da moda do Senac, em São Paulo.
Hoje em dia, em vez de representar a nobreza, os saltos remetem à sensualidade da mulher, ressaltando seios, pernas e quadris. “Estudos indicam que o salto alto é o elemento que mais desperta a libido e o fetiche nos homens, seguido pelas meias finas”, diz o professor.
Charge anônima. BURKE, P.
A fabricação do rei. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.

Você sabia que...
• O talon rouge (salto vermelho) era de uso exclusivo dos nobres. Um detalhe: apenas os saltos eram vermelhos, o restante do calçado podia ser de outra cor. O vermelho também era utilizado para representar poder e nobreza.
• Apesar de o salto alto “moderno” ter surgido apenas no século 17, açougueiros egípcios já utilizavam plataformas para manter os pés longe da sujeira. A mesma tática foi usada pelos europeus no período anterior ao salto. As chamadas chapans chegavam a medir 60 centímetros. “Naquela época as ruas eram imundas, e os ricos utilizavam as chapans para proteger os pés e sapatos”, afirma o professor João Braga.

http://rachacuca.com.br/educacao/vestibular/enem/2012/primeiro-dia/7/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_XIV_de_Fran%C3%A7a

terça-feira, 4 de março de 2014

Especialistas recriam rosto 3D de Robespierre e são alvo de críticas

Trabalho apresenta líder francês com face feia, cansada, com cicatrizes e marcas de doenças como varíola e sarcoidose

Belo, robusto e saudável - é assim que pinturas e esculturas imortalizaram Robespierre, herói da Revolução Francesa guilhotinado em 1794. Mas as bochechas rosadas e o ar elegante que o revolucionário exibe nos quadros de época pode não passar de mera camaradagem dos artistas. Um grupo de especialistas reconstruiu o rosto do líder rebelde com alta tecnologia a partir de moldes da época e o resultado é uma aparência física bem diferente da versão oficial.
Reprodução

Lado a lado, versão conhecida em pinturas (esq.) e o rosto reconstituído de Robespierre: especialistas foram criticados
A reconstituição em três dimensões foi possível graças a duas máscaras feitas pela célebre Madame Toussaud logo após a decapitação do líder. O trabalho apresenta um Robespierre feio, cansado e com diversas marcas que revelam problemas de saúde. “Descobrimos mais de cem cicatrizes no total, a maioria correspondente à varíola, mas também relevos que caracterizam sintomas de sarcoidose”, explica Philippe Froesch, especialista em reconstrução facial responsável pelo trabalho, para a reportagem de Opera Mundi. “Escaneamos a máscara e determinamos a cartografia das lesões da pele do rosto”, detalha Froesch.
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Robespierre foi morto aos 36 anos, mas é possível que não vivesse muito mais do que isso, já que a sarcoidose, apesar de dificilmente levar à morte nos dias de hoje, na época ainda não era uma doença conhecida e nem tratada corretamente. As bolsas sob os olhos, as rugas e linhas de expressão demonstram também que, apesar de ainda jovem, o revolucionário vivia sob estresse constante.
Mas, a nova cara do heroi francês não agradou todo mundo. “Ele tem tem mais rugas que eu, que tenho 80 anos”, protestou uma descendente de Robespierre em entrevista para a televisão francesa. “Foi alguém mal intencionado que fez isso”, dispara. Ela não está sozinha nas acusações. O líder e fundador do Parti de Gauche (“Partido de Esquerda”), Jean-Luc Mélenchon, o quarto candidato mais votado nas últimas eleições presidenciais, foi o primeiro a reclamar da reconstituição em seu blog: “A feiúra do rosto supõe revelar a feiúra da alma”, escreveu, acrescentando que ele mesmo foi vítima de ataques à sua aparência pela líder da extrema-direita, Marine Le Pen. O secretário do mesmo partido chegou a usar a palavra “calúnia”.
Mito
Os críticos denunciam uma tentativa de descredibilizar a memória de Robespierre e alimentar o mito de um “ditador sanguinário” que sempre acompanhou a imagem do revolucionário. Robespierre foi a figura central do período conhecido como “O Terror”, quando cerca de 17 mil pessoas foram guilhotinadas. Porém, pesquisas mais recentes defendem a teoria de que ele não teve responsabilidade pelas atrocidades e não tinha uma personalidade déspota.
Froesch se diz espantado ao constatar que “responsáveis políticos são capazes de violências verbais e de análises radicais quando uma imagem não corresponde às suas expectativas e os desagrada profundamente”. O especialista já reconstituiu o rosto de outras personalidades, como o rei francês Henrique IV e Simon Bolivar.
Divulgação

Esquema mostra como especialistas reconstituíram a face de Robespierre
No entanto, não foram apenas políticos que reclamaram: historiadores também contestam a credibilidade do trabalho. Guillaume Mazeau, membro do Instituto da História da Revolução Francesa e do Comitê de Vigilância sobre o Uso Público da História, vai mais longe e afirma que a falha não é da reconstituição, mas dos moldes utilizados: “Essa máscara feita pela Madame Toussaud nunca existiu. O mais provável é que se trate de uma das diversas cópias vendidas no final do século 18.” O historiador argumenta que esta representação difere demais de todas as outras, que apresentam Robespierre com traços mais angulosos e uma cabeça mais longilínea. As descrições da época também não corresponderiam ao novo rosto.
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“Mas, o que este caso mostra, no final das contas, é como a Revolução Francesa e suas principais figuras ainda são marcos políticos e continuam fazendo parte do imaginário coletivo”, analisa Mazeau, que não imaginava que a reconstituição fosse repercurtir tanto na França e no mundo ocidental. “Eu, como historiador da Revolução Francesa, fiquei surpreso.”

Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/34165/especialistas+recriam+rosto+3d+de+robespierre+e+sao+alvo+de+criticas.shtml

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Os sapatos na mira da Revolução Francesa

Márcia Pinna Raspanti

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Modelos pós-Revolução Francesa: sem detalhes e com saltos modestos (In: “Shoes”, de Lucy Pratt e Linda Woolley, V&A Publishing)


A Revolução Francesa (1789) teve efeitos também na moda da Europa: linhas mais simples, vestidos tipo império e inspiração na tradição greco-romana – até os cabelos se tornaram mais curtos com a onda anti-monárquica e anti-nobreza. Ainda mais interessante é o efeito das ideias revolucionárias nos calçados femininos e masculinos.

A proposta era se vestir de maneira mais despojada e sem luxo (já vimos como isto durou pouco) e os saltos altos passaram a ser mal vistos pelos revolucionários. A moda na corte de Maria Antonieta era usar sapatos ricamente ornamentados com bordados e pedrarias, sempre com saltos altíssimos, tanto para mulheres quanto para homens (estes usavam saltos um pouco mais discretos). Com a Revolução, os sapatos se tornaram menos enfeitados, mais sóbrios, e os saltos abaixaram muito. Algumas mulheres usavam um saltinho de poucos centímetros, só para não perder o hábito.

Maria Antonieta, por exemplo, foi decapitada usando um modelo de salto modesto e sem detalhes – muito diferente dos modelos extravagantes que escolhia nos seus tempos de rainha. Como ninguém queria perder a cabeça, as damas e cavalheiros abriram mão dos calçados mais glamorosos. E este modismo não ficou só na França, os ingleses e italianos também aderiram e desceram dos saltos – como dizemos hoje.-

Fonte: http://historiahoje.com/?p=1467

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Renascimento Cultural e Científico - Artistas

Retratos de Rafael Sanzio, Michelangelo Buonarroti e Leonardo da Vinci.

O Renascimento Cultural foi um movimento de renovação intelectual e artística que marcou a transição dos valores que predominavam na Idade Média europeia para a mentalidade burguesa da Idade Moderna.

O crescimento do comércio, o crescimento das cidades e a formação dos Estados Nacionais deram à decadente sociedade feudal uma nova dinâmica. As ideias de lucro, enriquecimento e prosperidade, próprias da burguesia em ascensão, contribuíam para despertar o espírito de competição. A burguesia estimulou o florescimento de uma nova cultura, já que ela poderia garantir-lhe prestígio e uma posição compatível com o poder econômico que estava alcançando.

Mas, além da burguesia, príncipes e até papas também se destacaram na tarefa de incentivar, patrocinar e proteger os artistas, sendo, por isso, chamados de mecenas.

Mudanças no campo artístico

O Renascimento modificou as formas de produção das artes. Na Idade Média valorizavam-se obras religiosas, geralmente abordadas em um plano (reto). Nas artes (pinturas e esculturas), os artistas do Renascimento basearam-se na observação do mundo e nos princípios matemáticos e racionais como:harmonia, equilíbrio e perspectiva (fundo). Os principais artistas renascentistas italianos foram Leonardo da Vinci (1452-1519), Michelangelo Buonarroti (1475-1564) e Rafael Sanzio (1483-1520). Abaixo você pode conferir vídeos com as principais trabalhos destes artistas geniais.

Michelangelo Buonarroti

Rafael Sanzio

Leonardo da Vinci

Para aprofundar no conhecimento:

Atualmente a internet nos oferece inúmeras possibilidades de estudo e diversão, listei abaixo alguns sites interessantes em relação ao tema do Renascimento Cultural e Científico:

1 - Passeio virtual pela Capela Sistina, no Vaticano, onde se encontra uma das mais emblemáticas obras renascentistas, um lindo afresco pintado por Rafael Sanzio:

(obs. pode demorar um pouco para carregar, mas vale a pena esperar)

2 - Museu do Louvre - Páris: Este site conta com lindas fotografia, algumas inclusive com visão de 360º, onde você pode conhecer uma parte do acervo constante no museu:




Boa pesquisa!

Fontes consultadas:

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Expansão marítima européia dos séculos XV E XVI

Caravela portuguesa do século XVI.
"Quando se fala nos feitos heróicos dos navegadores portugueses, em geral se omitem, talvez por cortesia, as condições muito pouco épicas com que esses bravos homens singravam os mares e descobriam novas terras. Se as caravelas constituíam, por um lado, prodígios da tecnologia marítima, cujos segredos eram disputados pêlos espiões das potências europeias, por outro lado eram , verdadeiros lixões flutuantes, tal a sujeira com que os navegantes tinham de conviver durante suas longas viagens. 
Os recursos de higiene disponíveis não proporcionavam, ao contrário do que acontece hoje no interior das modernas naves espaciais, a possibilidade de se manter as naus limpas. Os porões eram infestados de ratos e baratas, que se multiplicavam a cada dia, sendo esses os locais onde os tripulantes faziam suas necessidades quando o enjoo marítimo dificultava a subida ao convés. A comida ruim, às vezes até estragada, e a água salobra eram racionadas. Padecia-se a bordo de uma moléstia muito comum entre os marinheiros antigos: o escorbuto, causado pela carência de vitamina C. A doença provocava enfraquecimento geral, hemorragias, hálito fétido, inchaço, sangramento nas gengivas e finalmente o óbito. 

A única maneira de atenuar o cheiro reinante era desinfetar os cómodos à base de vinagre, o que não eliminava as causas da imundície. Isso tudo pode soar depreciativo, mas, pelo contrário, só serve para dignificar ainda mais os admiráveis Jeitos dos navegadores." (www.revistadehistoria.com.br)


Acima um trecho do fime "1492: A Conquista do Paraíso".


A viagem de Cristóvão Colombo, que acreditava ser possível atingir "el levante por el poniente", ou seja, o Oriente navegando para o Ocidente, é o cenário épico desse filme de Ridley Scott. O fragmento nos apresenta algums ideias de como era desgastante o cotidiano a bordo das naus, marcado por motins da tripulação e toda a incerteza que cercava uma expedição, daquela época, quanto ao rumo e ao prosseguimento da viagem. 


Para aprofundar no conhecimento:
Site com informações ricas sobre o contexto das grandes navegações e da chegada dos portugueses ao que viria a ser o Brasil:
 Site com informações legais sobre meios de tranporte militares, no link abaixo você encontrará informações detalhades sobre as caravelas.

Fontes de pesquisa:
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/almanaque/o-lado-prosaico-das-grandes-navegacoes
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=298