sexta-feira, 10 de março de 2017

Como era um navio negreiro da época da escravidão?

Entre fezes e temperaturas de até 55 ºC, comia-se apenas milho e bebia-se só meio litro de água por dia



O navio negreiro – ou “tumbeiro” – foi o tipo de cargueiro usado para trazer mais de 11 milhões de africanos para serem escravizados na América. Em caravelas ou barcos a vapor, europeus, americanos e até mesmo negros se metiam no “infame comércio”. Os traficados eram, na maioria, meninos e jovens de 8 a 25 anos. Isso mudou nos últimos anos do tráfico. “Tudo quanto se podia trazer foi trazido: o manco, o cego, o surdo, tudo; príncipes, chefes religiosos, mulheres com bebês e mulheres grávidas”, disse o ex-traficante Joseph Cliffer, em depoimento ao Parlamento Britânico, em 1840. Como não havia fabricação de navios apenas para o comércio de escravos, até hoje já foram identificados pelo menos 60 tipos de embarcações adaptadas como tumbeiros. Se houve uma regra, é que eles ficaram menores e mais velozes no século 19, à medida que o tráfico se tornou ilegal e passou a ser perseguido pela política antiescravista dos ingleses a partir da aprovação da lei Bill Aberdeen, em 1845.

Veja como era a terrível viagem dos escravos do século 19

Dança Triste
DANÇA TRISTE
Alguns traficantes levavam grupos de escravos adultos para o convés e os obrigavam a fazer exercícios físicos. Sob a ameaça da chibata, os negros tinham de dançar e cantar. O resultado era um “espetáculo” melancólico, que dominava o navio
DANDO BANDEIRA
Autorizada por acordos com outras nações, na luta contra o tráfico a Inglaterra seguia e vistoriava navios suspeitos em alto-mar. Como os Estados Unidos não permitiam essa vistoria, barcos negreiros de várias nações hasteavam a bandeira americana para passar por baixo do nariz dos ingleses
Terror Infantil
TERROR INFANTIL
Além dos cerca de 20 tripulantes, apenas crianças podiam circular livremente no convés. Mas o rolê não era nada agradável. “Os jovens tinham acesso, mas muitos pulavam para fora do navio, pensando que seriam comidos”, afirmou aos ingleses o escravo Augustino, traficado aos 12 anos
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PIOR QUE O SAARA
“Houve um companheiro tão desesperado pela sede que tentou apanhar a faca do homem que nos trazia água. Suponho que foi jogado ao mar”, disse o escravo Mahommah Baquaqua. Entre fezes e temperaturas de até 55 ºC, comia-se apenas milho e bebia-se só meio litro de água por dia
Movimento Negro
MOVIMENTO NEGRO
Rebeliões eram frequentes. E algumas revoltas resultavam na conquista da embarcação pelos escravos, como a do navio Amistad, em 1839. Outras, porém, como a do Kentucky, em 1845, acabaram com a morte de todos os escravos rebeldes, cujos corpos foram lançados ao mar
Banho de Gato
BANHO DE GATO
Para a higiene bucal, os escravos faziam bochechos com vinagre. Para limpar o corpo, só podiam se enxaguar duas vezes durante toda a viagem. Muitos padeciam de graves infecções oculares e intestinais, e os que não morriam chegavam moribundos ou cegos
estante-humana
ESTANTE HUMANA
Os traficantes dividiam o porão em três patamares, com altura de menos de meio metro cada um. Presos pelos pés, mais de 500 escravos se espremiam deitados ou sentados. “Ficavam como livros numa estante”, disse o traficante Joseph Cliffer

RADIOGRAFIA DO TRÁFICO

As seis principais rotas negreiras*
Radiografia do Tráfico
Escravos que saíram
A – Serra Leoa – 66.974
B – Costa do Ouro – 80.597
C – Baía de Benin – 222.407
D – Baía de Biafra – 217.781
E – Congo e Angola – 952.937
F – Moçambique – 236.504
Escravos que chegaram
1 – Carolina (EUA) – 47 mil
2 – Cuba – 502.998
3 – Jamaica – 69 mil
4 – Guiana – 65.049
5 – Bahia – 161.883
6 – Sudeste do Brasil – 893.925
*dados de 1801 a 1862, obtidos do estudo The Trans-atlantic Slave Trade Database, da Universidade de Cambridge

quinta-feira, 9 de março de 2017

Uma breve história do sanduíche




Quem inventou?

John Montagu (1718-1792), conde de Sandwich, uma vila da Inglaterra. Viciado em cartas, ele recheava os pães com carne para poder fazer suas refeições durante as partidas.

Qual é o mais caro?

É o Quintessential Grilled Cheese, um queijo quente folhado a ouro 24 quilates. Ele é servido no Serendipity 3, em Nova York, e custa míseros US$ 214. Ao Business Insider, o chef responsável pela iguaria, Joe Calderone, explica que o queijo é o Caciocavallo Podolico, fabricado a partir do leite de vacas Podolico, no sul da Itália – só há 25 mil dessas vacas, e elas produzem leite de maio a junho. O pão leva Dom Perignon e ouro comestível e, no recheio, manteiga de trufa branca.

E o mais vendido?

É o Big Mac. 1,5 bilhão de sandubas são vendidos por ano.

E o maior do mundo?

É um sanduíche de 2,4 toneladas, 5,3 metros de espessura e 3,6 metros de comprimento. Foi produzido pela lanchonete Wild Woody’s Chill and Grill, nos EUA. Os 30 cm do Subway não parecem grande coisa agora, né?
http://super.abril.com.br/historia/sanduiche-iches/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

terça-feira, 7 de março de 2017

As armas da Primeira Guerra Mundial

Um dos fatores que fizeram da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) uma guerra tão terrível na comparação com os conflitos anteriores foi o uso de novas armas.

As chamadas "armas da Primeira Guerra Mundial" não foram necessariamente inventadas durante essa guerra, mas foi aí que passaram a ser usadas em larga escala e mostraram todo o seu poder de destruição.

As principais inovações em termos de armamento introduzidas na Primeira Guerra Mundial foram:


> Submarinos - Usados por ambos os lados em confronto, os barcos submergíveis se tornaram importantes armas na luta pelo domínio dos mares. Navegando por baixo d'água e armados com torpedos, os submarinos podiam se aproximar de navios de guerra e de carga sem serem percebidos e afundá-los com torpedos.



> Metralhadoras - Muito mais mortíferas que os rifles e fuzis, as metralhadoras, armas capazes de disparar centenas de projéteis em sequência, foram difundidas pelos exércitos da Primeira Guerra Mundial e aumentaram consideravelmente o número de mortes nos campos de batalha. 


> Aviões - Inventado em 1903 pelos irmãos Wright (ou em 1906 por Santos Dumont, dependendo da versão), o avião passou a ter uso militar poucos anos depois. Os primeiros aviões da Primeira Guerra Mundial eram de madeira com asas de pano, e aos poucos foram sendo aprimorados. Do alto, os aviadores podiam sobrevoar os campos de batalha em missões de reconhecimento, e também jogar bombas sobre as tropas inimigas. Metralhadoras passaram a ser acopladas aos aviões para ataques ao solo ou para uso em combates aéreos. 


> Armas químicas - Um dos episódios mais terríveis da Primeira Guerra Mundial foi o uso de armas químicas nos campos de batalha, tática empregada por ambos os lados. O gás mostarda foi uma das substâncias mais utilizadas. Também houve emprego de gás lacrimogênio, cloro e outros produtos químicos, que visavam a matar ou incapacitar os inimigos para o combate. Os gases tóxicos usados no campo de batalha são considerados armas de destruição em massa.


> Tanque de guerra -  Quando a Primeira Guerra Mundial se tornou uma guerra de trincheiras, ou seja, um confronto em que ambos os lados ficam escondidos em trincheiras e ninguém consegue avançar sem ser metralhado, parecia que não haveria maneira segura de conquistar os territórios do inimigo. Até que foi inventado o tanque. Tanques de guerra, veículos blindados dotados de esteiras e capazes de passar por cima de trincheiras inimigas, tornaram-se equipamentos fundamentais da guerra moderna.

http://oresgatedahistoria.blogspot.com.br/2012/10/as-armas-da-primeira-guerra-mundial.html